Retrospectiva da ModaLisboa/Estoril: Dia 2 Na sexta-feira, 13 de Março de 2009, viveu-se o segundo dia da 32ª edição da ModaLisboa/Estoril e azar não houve nenhum – apenas moda para o Inverno 2010, interpretada das mais diversas formas, graças aos estilistas Lidija Kolovrat, Aleksandar Protic, Dino Alves e Ana Salazar. Lidija Kolovrat
A inauguração do 2º dia do evento “Heartcore” esteve a cargo desta estilista – natural da Bósnia, mas a viver e a trabalhar em Portugal há já muitos anos – que em cima do runway reflectiu o actual estado do mundo – em crise! A ausência de roupa foi audaz (os corpos dos modelos estavam envoltos em papel reciclado e película aderente), os rostos estavam tapados com os cabelos dos manequins e o que restou foram os acessórios. Lidija Kolovrat passou a mensagem de que, em tempos de crise, basta um bom acessório para construir um look trendy e os acessórios propostos eram todos confeccionados em materiais amigos do ambiente (pele, borracha, algodão, seda e pele reciclada) e em cores apelativas (verde, vermelho, azul e rosa, sem esquecer o preto e o branco) para animar os dias mais cinzentos. Aleksandar Protic
O estilista sérvio, estabelecido em Portugal desde 2000, apresentou uma colecção muito feminina e elegante, com destaque para os vestidos curtos, golas altas, calças justas e casacos originais, numa miscelânea de tecidos que incluiu a lã, pele, seda e malhas em viscose, entre outros. As formas mais realçadas foram os ombros, as cinturas de vespa e muitos bolsos desviados dos lados, para a parte da frente do vestuário. E porque se trata de uma colecção de Inverno, as cores escolhidas por Aleksandar Protic reflectem essa mesma estação do ano: preto, cinza, castanho e azul. Dino Alves
O terceiro desfile do 2º dia esteve a cargo de Dino Alves que o baptizou de “Zona Centro”, uma vez que se inspirou nas mulheres domésticas e do campo (sim, aquelas que vestem uma bata sobre as calças, sobreposta por um casaco de lã, sem esquecer as meias e pantufas!) para criar esta colecção, no mínimo, vibrante! Um estilo chique-rural que privilegiou o uso de materiais como flanela, algodão, seda e lã, pintados de amarelo, turquesa, beringela, castanho, azul, cinza e preto. Importa realçar, para além das roupas quentes e um pouco wild, os magníficos chapéus, desenvolvidos em parceria com a Chapelaria Azevedo Rua. Ana Salazar
A noite terminou com uma veterana da moda portuguesa e Ana Salazar não desiludiu com uma colecção exclusivamente feminina, composta por peças deliciosas como vestidos, tailleurs e gabardines. Sustentada em tecidos como feltro, tweed, lã encanastrada e plastificada, as peças ganharam vida com volumes discretos, pormenores assimétricos e cores como opreto, cinza, branco, bege, verde marinho e vermelho. O toque de classe era ainda bem evidente nas luvas compridas, nas botas de cano alto e nos penteados elegantes. »
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