Retrospectiva da ModaLisboa/Estoril: Dia 3 O terceiro dia da 32ª edição da ModaLisboa/Estoril viveu-se no sábado, 14 de Março de 2009, onde o runway aqueceu com as propostas para o próximo Inverno, saídas do imaginário e talento de grandes estilistas portugueses: Nuno Baltazar, Luís Buchinho, Ricardo Dourado, Ricardo Preto, Lara Torres, Aforest-Design e White Tent. Aforest-Design
O atelier de Sara Lamúrias inaugurou o terceiro e mais preenchido dia do “Heartcore” com uma colecção urbana e descontraída – baptizada de “Object Oriented” – onde dominaram as malhas, em forma de gorros, bonés, cachecóis, colares e casacos com mochilas incorporadas! Um estilo street-chique, muito jovem e apetecível, que foi desenvolvido em parceria com o departamento de têxteis da Universidade da Beira Interior na Covilhã. Lara Torres
A “Anatomia do Vestuário” foi a proposta de Lara Torres que apresentou peças básicas e versáteis para uma mulher que gosta de estar elegante e fabulosa, sem cair em exageros. O preto e o cinza dominaram a colecção, mas o design magnífico das saias pelos joelhos, dos casacos estruturados, dos volumes bem pensados e de muitos pormenores esculturais, não passou despercebido. White Tent
A colecção da dupla Evgenia Tabakova e Pedro Noronha-Feio foi claramente inspirada nas armaduras medievais, onde as malhas metálicas e os tecidos metalizados transformaram o runway num desfile de peças exclusivamente femininas, sendo o equilíbrio entre a ostentação e a suavidade, sublime. Destaque ainda para os cortes originais e para o uso de tonalidades mais claras. Ricardo Preto
Inspirado no luxo, sofisticação e glamour dos anos 40, Ricardo Preto deslumbrou com uma colecção rica, quente e inteiramente construída em torno da silhueta feminina. Uma celebração da mulher, com uma diversidade de cortes, tecidos e cores que torna difícil a escolha entre este guarda-roupa verdadeiramente divinal. Ricardo Dourado
Este jovem estilista recuou até aos anos 30, mais precisamente a era pós-guerra e do grande “crash” para apresentar uma colecção que alia o pragmatismo à sofisticação, ou seja, só porque estamos em crise, não quer dizer que não podemos continuar a andar bem vestidas. Basta um pouco de imaginação como, aliás, foi visível no runway: tons sóbrios (preto e cinza) com alguns apontamentos de cor (principalmente o amarelo), a harmonia entre peças volumosas e esguias, muitos vestidos e, acima de tudo, muito estilo. Nuno Baltazar
Nuno Baltazar assinalou os seus 10 anos de participação na ModaLisboa com uma colecção que foi uma delícia para os olhos e para o coração de qualquer fashionista. “La Bohéme” apresentou-nos uma mulher confiante, cosmopolita e sensual; pintada de roxo, lima, laranja, preto e café, com tule preto sobreposto, os vestidos, saias, casacos e calças sucediam-se, num guarda-roupa coeso, lindo de morrer e para girls only! Luís Buchinho / Jotex by Luís Buchinho
Luís Buchinho apresentou não uma, mas duas colecções – misturadas ao acaso no runway e subordinadas ao tema “Gelo”, deram nas vistas pelos melhores motivos possíveis. Enquanto a primeira foi mais formal e detalhada, a segunda (onde as malhas Jotex foram princesas!) destacou-se pelo seu conforto e estilo casual. Uma coisa é certa: entre o algodão, organza, lã, cabedal e seda; entre o branco, preto, cinza e azul; reinou o bom gosto, a feminilidade e a vontade de nos enroscarmos em cada uma dessas malhas. »
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